FREIXIEL
Brasão: escudo de negro, sobreiro de ouro frutado e descorticado de prata, rematando um monte de um só cômoro do mesmo e encimado por uma coroa de espinhos de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: "FREIXIEL - VILA FLOR".
(Informação e imagens cedidas por Diácria Editora, Lda)
A aldeia fica situada a 350 metros de altitude e a 12 Kms
de Vila Flor
Conta com 821 habitantes numa área de 3318 ha.
Os invernos são frios e os verões muito quentes.
As casas eram construídas em granito
Teve foral dado pelo Prior da Ordem do Hospital, em 1112, e foral novo
dado por D. Manuel a 19 Julho de 1515.
Foram donatários da vila até 1641 os Marqueses de Vila Real.
PELOURINHO
Este testemunha o passado glorioso de Freixiel
como vila e séde de Conselho desde o séc. XII.
Segundo a descrição do Abade de Baçal:
" em granito, mede 6,42 metros de altura e consta de um escadório, sobre
o qual se ergue o buste.
Encimado por um capitel quadrangular, ornado na base por uma cinta de
florões"
Foram picadas duas das suas faces onde estariam esculpidas as armas dos
donatários, os Marqueses de Vila Real.
É imóvel de interesse público (Dec. n° 23 122 de 11/10/1933).
FORCA
Dominando a antiga vila de Freixiel, num
pequeno promontório conserva-se a Forca de Freixiel.
É constituída por dois pilares de pedras graniticas de quase 3 metros,
no topo dos quais assentaria a trave de madeira.
É imovel de interesse público (Dec. n° 42 007 de 06/12/1958).
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CASA DO CONDE
Acesso : Lg. do Terreiro do Conde
Cronologia : 1790 - época de construção conforme data inscrita sobre
a janela de sacada, tendo sido seu primeiro possuidor Francisco
António de Araújo Borges Teixeira Chaves, Fidalgo da Casa Real
Enquadramento : Urbano e harmónico não fora o estado de ruína que
evidência e o muro que se adossa a N.. A fachada principal confina
com a rua abrindo para um largo onde confluem várias artérias.
As fachadas laterais confinam apenas em parte com a rua uma vez
que lhes foram adossados muros que delimitam quintais, um em cada
fachada, que escondem o primeiro registo do edifício.
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Descrição : Planta rectangular destacando-se no ângulo SE. um corpo
que corresponderia à cozinha e dependências de apoio.
Coberturas diferenciadas em telhado de quatro águas, de duas águas
sobre o pequeno frontão que remata ao centro a fachada principal,
de três águas no corpo a SE. e de uma água sobre o alpendre desenvolvido
a E..
O aparelho, que a decadência do reboco revela, é em alvenaria de
granito.
Frontispício virado a O. com cunhais apilastrados, embasamento de
cantaria e dois registos.
No 1º, portal ao centro com lintel curvo rematado por delgada moldura
saliente em jeito de pingadoiro, flanqueado por dois pequenos vãos
rectangulares; no 2º dois pares de janelas de guilhotina com moldura
igual ao portal e aventais caprichosamente rematados em cogulhos
simples.
Ao centro, sob frontão, pedra de armas dos Araújos e Borges (MORAIS,
1988), o qual interrompe a cornija de labor simples.
O alçado N. tem ao nível do 2º registo, janelão de sacada, ornado
por pilastras laterais de caneluras profundas e lintel curvo rematado
por cornija curva. O lintel e a cornija apresentam um ressalto central
marcando o campo onde foi inscrita a memória da edificação: "AN.MD/
CC.LX/ XXX".
Recebeu portada de duas folhas e guarda em ferro.
Junto ao ângulo NE., janela de guilhotina e moldura simples de cantaria
com lintel curvo.
Este alçado apresenta também remate em cornija de cantaria de labor
simples. No alçado E. desenvolve-se no primeiro pano da fachada
o alpendre que se interrompe no segundo pano correspondente ao corpo
avançado do edifício. No alçado S. rasgam-se, no 2º registo, duas
janelas de guilhotina de moldura simples de cantaria com lintel
curvo. No ângulo SE. desenvolve-se o corpo avançado do edifício,
hoje independente.
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FONTES
Cronologia : 1784 - construção provável da fonte de mergulho conforme
data inscrita
Séc. 19 - construção provável da fonte de espaldar
1909 - provável reconstrução da mesma, segundo data inscrita no
tímpano.
Tipologia : Arquitectura civil pública, popular. Conjunto de duas
fontes, uma de mergulho, de planta rectangular, em aparelho de silhares
de granito, definindo arco de volta perfeita e pequeno espaço abobadado
de labor simples e feição popular, e outra, de fábrica oitocentista,
de espaldar em frontão triangular.
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A fonte de mergulho, de dimensões modestas, tem planta rectangular
simples e cobertura de duas águas em lajes graníticas.
No frontispício rasga-se arco de volta perfeita que dá acesso ao
pequeno espaço abobadado que cobre o tanque.
A empena é rematada por cornija simples e ostenta uma inscrição
delida: ".i78Þ".
A fonte é precedida de pequeno espaço entre muros com pavimento
em terra batida.
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A fonte de espaldar define-se por um espaço rectangular lajeado
com silhares de granito ao qual se acede por escadaria frontal,
espaço que é delimitado a SE. e NO. por muretes.
Neste espaço, junto ao espaldar, abre-se tanque rectangular a uma
cota inferior ao piso lajeado ficando assim a água, quando cheio,
nivelada pelo pavimento.
O espaldar, enquadrado por pilastras muito simples sobrepujadas
por dois robustos pináculos, tem o pano central, rematado por cornija
e encimado por frontão triangular.
De duas bicas, dotadas de cano recente, jorra água corrente.
O espaldar apresenta um orifício central sem funcionalidade actual
e condenado pela aposição de uma pedra.
Centrado também, mas junto à cornija, inscreveu-se: "CM". No mesmo
alinhamento o tímpano ostenta a data inscrita: "1909" avivada a
preto.
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CAPELA DE SANTO CRISTO
Cronologia : Séc. 15 - época de construção do cruzeiro.
Séc. 17 - construção da capela no caminho que conduzia à Igreja
Paroquial.
Séc. 20, terceiro quartel - a capela é retirada do caminho e deslocada
para a actual implantação, alguns metros para N. e sofre adulterações,
designadamente remoção do altar de talha dourada, substituição da
coluna do cruzeiro e corte do elemento que hoje funciona como mísula
e que poderia corresponder ao antigo capitel sendo truncada também
a inscrição.
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Capela de pequenas dimensões de planta quadrangular simples.
Cobertura em telhado de quatro águas, reboco exterior branco.
A fachada principal é orientada a S. com pequeno nicho que interrompe
a cornija encimando o portal de vão recto.
O nicho é sobrepujado por campanário encimado por cruz ao centro
e dois pequenos pináculos que a flanqueiam.
Portal, nicho, cornija e campanário são em cantaria bem como os
cunhais apilastrados e os pináculos que os rematam superiormente.
No alçado O. rasga-se janela de pequenas dimensões ornada com vidro
policromo e os restantes alçados são cegos.
O interior, de espaço único, é iluminado pelo vão aberto a O.; as
paredes são rebocadas a branco e o tecto é de madeira. O pavimento
é cimentado a partir da porta e em lajeado granítico sob o cruzeiro
e altar.
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Adossado à parede fundeira ergue-se o cruzeiro, ao centro, flanqueado
por duas mísulas que sustentam imagens.
O cruzeiro é constituído por coluna granítica simples, de talhe
recente, com fuste de secção quadrangular sobre a qual assenta mísula
granítica com inscrição encimada por cruz latina também em granito,
simples mas volumosa, com representação de Cristo.
A cruz foi pintada a castanho e a imagem recebeu pintura de feição
naturalista.
Encima a cruz inscrição: "JNRJ". A capela encontra-se ocupada por
pequenas secretárias.
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CAPELA DE S. DOMINGOS
Cronologia : Séc. 19 - construção da capela conforme inscrição
muito delida no alpendre
Está situada a 4 km.s da povoação junto à estrada que vai para o
Vieiro.
Dava protecção aos viajantes que ali passavam na antiga estrada
real Vila Real, Moncorvo.
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Descrição : Planta simples definindo espaço único semicircular
precedido de pano de parede avançado destinado a suster a cobertura
do alpendre.
Aparelho em silhares de granito.
A cobertura que desapareceu era em telhado de duas águas.
Fachada principal orientada a NO. com vão recto dotado de porta
de duas folhas em madeira e gradeamento férreo de meia altura até
ao topo sendo este o único vão que se rasga no corpo da capela.
A fachada, que termina em empena, é rematada lateralmente por duas
pilastras.
Interior com aparelho em alvenaria de granito rebocado a branco.
O pano de parede que suportava o telhado do alpendre é em silhares
de granito rematado lateralmente por pilastras ornadas com um motivo
vegetalista austero.
Ao centro rasga-se vão definido por duas pilastras que sustentam
arco abatido.
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Caracteristicas Particulares :
Sublinham-se as suas características de capela de caminho, de planta
semicircular, alpendrada e com gradeamento na porta, destinada a
acolher os viandantes num troço do trajecto particularmente isolado
e inóspito.
As reduzidas dimensões acentuam as harmoniosas proporções da capela
e a elegância da decoração depurada
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NECRÓPOLE DO SALGUEIRAL
Cronologia : Sécs. 8 / 11 - provável abertura e utilização das
sepulturas.
Sepulturas alto-medievais escavadas na rocha, de planta trapezoidal.
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Descrição : Encontram-se à vista 2 sepulturas afastadas entre
si cerca de 8 m.
Apresentam planta trapezoidal de cantos suavizados, estando alinhadas
no sentido NO - SE.
Uma tem 1,87 m de comprimento, 0,49 de largura na cabeceira e 0,39
nos pés.
A outra possui 1,86 m de comprimento, 0,56 m de largura na cabeceira
e 0,45 nos pés.
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(fonte: Roteiro de Vila Flor de Cristiano Morais)
(Texto e fotografia: Alexandre Carvalho)