A vila fica situada a 550 metros de altitude
Conta com 2531 habitantes.
Os invernos são moderados e os verões quentes.
As casas eram construídas em xisto e granito
O padroeiro da vila é S. Bartolomeu, (24 de Agosto).
A Igreja S. Bartolomeu, barroca do séc. XVIII
A igreja velha estava em ruínas depois de 1708, e dela foram aproveitadas a maior parte das suas pedras ornamentadas.
É de notar os cordames e esferas armilares manuelinas nas portas laterais.
A fachada frontal é de estilo colonial e a decoração muito ao gosto dos canteiros minhotosdo séc. XVIII.
No interior são de destacar os altares colaterais em talha do séc. XVII.
O altar-mór possui um belo painel do pintor de Vila Flor, MAnuel de Moura.
No conjunto a igeja é uma das mais sumptuosas do distrito de Bragança.
Existem vários solares brazonados,
A casa dos Capitães-Móres, do séc. XVIII, situada no Rocio, é armoriada com as armas dos Morais e Castro.
Vários donatários desta casa foram Capitães-Móres das ordenanças das vilas de Vila Flor, Vilas Boas e Sampaio.
A casa dos Lemos, do Séc. XVIII, situada na rua Diogo de Lemos, é armoriada com as armas dos Pereira e Lemos.
Possui uma bela capela joanina e é um dos mais belos exemplares do joanino existentes em Trás-os-Montes
A casa do Paço, do séc. XVII, situada no largo dos Condes de Sampaio, é armoriada com as armas dos Sampaios, Senhores Donatários desta vila.
Rarissímas vezes eles ali viveram, mas lá residiam os seus representantes, os ouvidores que pertenciam às familías mais nobres desta região
Esta casa foi construída no lugar do castelo de que os mesmos Senhores foram alcaides.
A casa dos Viscondes de Lemos, do séc. XIX, situada na rua da Misericórdia, é armoriada com as armas do Visconde António Pinto de Lemos
e pertence a sua família.
A casa dos Seixas Caldeiras, do séc. XVIII, situada na praça da República, é armoriada com as armas dos Seixas, Pereiras, Montes e Lemos.
A casa dos Morais Madureira, do séc. XVII, situada na rua do Saco, é armoriada com as armas dos Morais e dos Pintos.
A Fonte Romana, erradamente considerada romana, não passa de uma fonte quinehentista.
É interessante a cúpula que lhe levantaram e as suas colunas jónicas.
Tem várias carantonhas a decorá-la o que lhe dá um ar de certa magestade.
O Pelourinho, levantado no largo da Igreja é de esbelta coluna e capitel joanino.
Do antigo castelo medieval (a cerca de D. Dinis) restam pouco mais de uns poucos metros de muro e a porta virada a sudeste que dava acessa à fonte do Poço, hoje conhecida como Fonte Romana.
Situado no centro da Vila, perto da Igreja Matriz, fica o museu municipal.
Inaugurado em Novembro de 1957, foi instalado no antigo edifício da Câmara Municipal.
Edifício em granito do séc. XIII, foi solar dos Aguilares, antigos donatórios de Vila Flor. Armoriado com as armas reais, possui também as armas antigas de Vila Flor (Flor de Liz) e outro brasão onde parece a Flor de Liz rodeada pelas àguias dos Sampaios.
O Museu é constituído por várias colecções, onde destaco o Berrão de granito que veio da Senhora da Assunção (Vilas Boas), a sala da entrada com a sua imaginária, quase toda ela arte popular.
Na Serra do Facho, entre Vila Flor e Roios, foi construido o santuário da Senhora da Lapa.
É de realçar a ermida da Senhora da Lapa construida em grande parte na gruta natural de xisto,
onde a tradição diz que apareceu a dita Senhora.
Ao lado do santuário, no alto do Cruzeiro dos Centenários, fica um dos mais belos miradouros do Concelho.
(fonte: Roteiro de Vila Flor de Cristiano Morais)