Histórica do Concelho de Vila Flor

Povoado em tempos antiquíssimos, nele existem provas desde a época do bronze.

Por todos os lados nos aparecem ruínas castrejas ou restos de pequenas aldeias romanizadas.

Na alta idade média foi cristianizado. Mais tarde invadido pelos Mouros, foi colonizado por estes até a reconquista cristã.

No século XIII estava representado por uma insignificante povoação chamada de "Póvoa de Além Sabor".

A fundação da Póvoa de Além Sabor é anterior à fundação da Nacionalidade, situava-se no centro populacional de Castela. Estava nessa altura situada Aquém Sabor em relação à capital do Condado Portucalense, por isso o nome de Póvoa de Além Sabor. "Além" Sabor em relação, portanto, a Castela.

Como não é mencionada nas Inquirições de 1258, não se sabe se já existiria ou não, mas talvez existisse apenas uma pequena comunidade rural.

Foi D. Dinis quem deu o nome de Vila Flor à Póvoa de Além Sabor.

Este é um facto histórico, mas justifica-se tradicionalmente, contando-se que este rei se teria enamorado desta povoação, quando por aqui passou ao encontro de sua noiva, D. Isabel (mais tarde Rainha Santa), filha de D. Pedro III, Rei de Aragão, e de D. Constança.

Esta circunstância, aliada ás belezas naturais da terra e à manaira de ser dos seus habitantes, teria inspirado o Rei-Poeta, decidindo, desde então, que essa Póvoa não mais se chamaria de Além Sabor, mas sim Vila das Flores, evouluinda mais tarde para Vila Flor).

Não se conhecem, todavia, as verdadeiras razões que levaram D. Dinis a dar um nome tão florido a esta Póvoa de Além Sabor, mas seja como for, uma coisa é certa, o nome de Vila Flor aparece pela primeira vez referenciado no foral de 1286.

D. Dinis, foi portanto o "padrinho" desta vila, cumulando-a, ao mesmo tempo, de privilégios, ao conceder-lhe foral, em 24 de Maio de 1286 e mandando erguer em sou redor um cinto de muralhas, com cinco portas em arco, de que hoje apenas resta uma.

Na Idade Média, a povoação recebeu um notável impulso com o acolhimento de famílias judaicas fugidas às perseguições movidas pela Europa fora e ali desenvolveram a agricultura, comércio, a indústria de cortumes e a ourivesaria.